{"id":2101,"date":"2019-11-27T13:10:08","date_gmt":"2019-11-27T15:10:08","guid":{"rendered":"https:\/\/transparenciacontabilgyn.com.br\/old\/?p=2101"},"modified":"2019-11-27T13:10:08","modified_gmt":"2019-11-27T15:10:08","slug":"icms-na-conta-de-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transparenciacontabilgyn.com.br\/old\/icms-na-conta-de-luz\/","title":{"rendered":"ICMS na conta de luz"},"content":{"rendered":"\n<h6>Imposto gera\ncontrov\u00e9rsias em condom\u00ednios<\/h6>\n\n\n\n<h6><strong>A incid\u00eancia do\n(ICMS) nas contas de energia el\u00e9trica de condom\u00ednios edil\u00edcios<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><em>Nos\n\u00faltimos anos, diversas controv\u00e9rsias tribut\u00e1rias envolvendo a incid\u00eancia do\nImposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) est\u00e3o sendo\nanalisadas e decididas pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a S\u00famula 391 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)\no ICMS incide sobre o valor da tarifa de energia el\u00e9trica correspondente \u00e0\ndemanda de pot\u00eancia efetivamente utilizada, entendimento este firmado pela\nPrimeira Se\u00e7\u00e3o (Recurso Especial n\u00ba 960.476).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o tema aguarda julgamento no Supremo Tribunal\nFederal (STF) sob a sistem\u00e1tica de repercuss\u00e3o geral (Recurso Extraordin\u00e1rio\n593.824-7).<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o ainda versa sobre a incid\u00eancia do ICMS sobre a\nTarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (Tust) e sobre a Tarifa de Uso do\nSistema de Distribui\u00e7\u00e3o (Tusd). Essas tarifas surgiram com segmenta\u00e7\u00e3o da\ngera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica,\nocorrida no bojo da privatiza\u00e7\u00e3o do sistema el\u00e9trico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>A empresa ou concession\u00e1ria, na comercializa\u00e7\u00e3o da energia,\nnecessariamente, utiliza-se do sistema de transmiss\u00e3o ou\/e de distribui\u00e7\u00e3o para\no seu transporte at\u00e9 o ponto final de consumo e, assim, insere tais tarifas na\nfatura do consumo de energia, repassando os custos ao consumidor final.\n\n\n\n<\/p>\n\n\n\n<p>No Estado de S\u00e3o Paulo, passou-se a cobrar ICMS sobre essas\ntarifas, sob a premissa de que os seus valores, enquanto custos operacionais do\nsistema el\u00e9trico, comp\u00f5em o valor final da opera\u00e7\u00e3o do seu consumo e, assim,\ndeveriam integrar a base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso fez com que alguns condom\u00ednios procurassem o Judici\u00e1rio\npara suspender a cobran\u00e7a do ICMS da base de c\u00e1lculo incidente as faturas de\nenergia el\u00e9trica da autora as tarifas de uso de transmiss\u00e3o (TUST) e de\ndistribui\u00e7\u00e3o (TUSD) de energia el\u00e9trica e encargos setoriais, al\u00e9m da repeti\u00e7\u00e3o\nde d\u00e9bito dos \u00faltimos cinco anos da propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal tese tem for\u00e7a em raz\u00e3o da pend\u00eancia de julgamento j\u00e1 em\nTema Repetitivo (Tema 986) e de Repercuss\u00e3o Geral (Tema 956\/STF), afetando a\ncontrov\u00e9rsia, onde h\u00e1 determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o nacional de todos os processos\npendentes, individuais ou coletivos (Embargos de Diverg\u00eancia em Recurso\nEspecial 1.163.020; Recurso Especial 1.699.851 e Recurso Especial 1.692.023).<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se o seguinte trecho do julgamento proferido pela\nSegunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;4.\nO STJ possui entendimento consolidado de que a Tarifa de Utiliza\u00e7\u00e3o do Sistema\nde Distribui\u00e7\u00e3o &#8211; TUSD n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do ICMS sobre o consumo de\nenergia el\u00e9trica, uma vez que o fato gerador ocorre apenas no momento em que a\nenergia sai do estabelecimento fornecedor e \u00e9 efetivamente consumida. Assim,\ntarifa cobrada na fase anterior do sistema de distribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o comp\u00f5e o valor\nda opera\u00e7\u00e3o de sa\u00edda da mercadoria entregue ao consumidor (AgRg na SLS\n2.103\/PI, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Corte Especial, DJe 20\/5\/2016; AgRg\nno AREsp 845.353\/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe\n13\/4\/2016; AgRg no REsp 1.075.223\/MG, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda\nTurma, DJe 11\/6\/2013; AgRg no REsp 1.014.552\/MG, Rel. Ministro Mauro Campbell\nMarques, Segunda Turma, DJe 18\/3\/2013; AgRg nos EDcl no REsp 1.041.442\/RN, Rel.\nMinistro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29\/9\/2010).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c5.\nN\u00e3o se desconhece respeit\u00e1vel orienta\u00e7\u00e3o em sentido contr\u00e1rio, recentemente\nadotada pela Primeira Turma, por apertada maioria, vencidos os Ministros\nNapole\u00e3o Nunes Maia Filho e Regina Helena Costa (REsp 1.163.020\/RS, Rel.\nMinistro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 27\/3\/2017). 6. Sucede que, uma\nvez preservado o arcabou\u00e7o normativo sobre o qual se consolidou a\njurisprud\u00eancia do STJ e ausente significativa mudan\u00e7a no contexto f\u00e1tico que\ndeu origem aos precedentes, n\u00e3o parece recomend\u00e1vel essa guinada, em aten\u00e7\u00e3o aos\nprinc\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e da isonomia (art.\n927, \u00a7 4\u00b0, do CPC\/2015).7. Recurso Especial n\u00e3o provido&#8221;. (REsp\n1649658\/MT, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em\n20\/04\/2017, DJe 05\/05\/2017)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, enquanto prevalecer a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial\nacima, e diante da manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que j\u00e1 emitiu\nparecer favor\u00e1vel aos consumidores quanto ao Tema 986, \u00e9 poss\u00edvel o manejo de\nA\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria c\/c Repeti\u00e7\u00e3o de Ind\u00e9bito, solicitando ainda pedido de tutela\nde urg\u00eancia para suspender imediatamente a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ICMS\na TUST e a TUSD.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente que para os condom\u00ednios, tal medida \u00e9 de tamanha\nrelev\u00e2ncia, especialmente porque diminui-se os gastos, principalmente se\nlevarmos em conta e dependendo do tamanho do condom\u00ednio edil\u00edcio, a demanda de\nenergia el\u00e9trica consumida nas \u00e1reas comuns (elevadores, quadras\npoliesportivas, academias, sauna, etc&#8230;).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso haja o deferimento da tutela de urg\u00eancia, soma-se ainda ao\nfinal do processo a possibilidade de restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos\nindevidamente no per\u00edodo de 05 (cinco) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se assim que os condom\u00ednios devem procurar a Justi\u00e7a\npara suspender a incid\u00eancia do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os\n(ICMS), reconhecendo \u2013se o direito \u00e0 exclus\u00e3o da TUST, TUSD e dos encargos de\nconex\u00e3o setoriais que as comp\u00f5em, da base de c\u00e1lculo do ICMS devido nas\nopera\u00e7\u00f5es com energia el\u00e9trica, bem como seja determinado a exclus\u00e3o dos\nrespectivos valores das faturas de energia el\u00e9trica futuras, com a restitui\u00e7\u00e3o\ndos valores indevidamente recolhidos, respeitado o prazo prescricional de 05\n(cinco) anos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Flavio Marques Ribeiro,\nadvogado com experi\u00eancia profissional desde 2002; Especialista em Processo\nCivil pela PUC\/SP. Experi\u00eancia profissional em grandes escrit\u00f3rios de\nadvocacia, com excelente pr\u00e1tica nas mais variadas causas de Direito Civil, em\nespecial e Direito Imobili\u00e1rio. P\u00f3s-graduado em Direito Imobili\u00e1rio pela Escola\nPaulista de Direito.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Escrit\u00f3rio ZMR Advogados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imposto gera controv\u00e9rsias em condom\u00ednios A incid\u00eancia do (ICMS) nas contas de energia el\u00e9trica de condom\u00ednios edil\u00edcios Nos \u00faltimos anos, diversas controv\u00e9rsias tribut\u00e1rias envolvendo a incid\u00eancia do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) est\u00e3o sendo analisadas e decididas pelo Poder Judici\u00e1rio. 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