{"id":1871,"date":"2019-06-04T09:09:46","date_gmt":"2019-06-04T12:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/transparenciacontabilgyn.com.br\/old\/?p=1871"},"modified":"2019-06-04T09:09:46","modified_gmt":"2019-06-04T12:09:46","slug":"lucro-e-caixa-sao-coisas-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transparenciacontabilgyn.com.br\/old\/lucro-e-caixa-sao-coisas-diferentes\/","title":{"rendered":"LUCRO E CAIXA S\u00c3O COISAS DIFERENTES"},"content":{"rendered":"\n<p> Sim, muitos empres\u00e1rios entendem que lucro e caixa s\u00e3o a mesma coisa. Contudo, tal entendimento n\u00e3o pode ser mais equivocado. O lucro \u00e9 o resultado econ\u00f4mico da gera\u00e7\u00e3o de riqueza da empresa em um per\u00edodo. J\u00e1 o caixa \u00e9 a quantidade de recursos financeiros extra\u00eddos da opera\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Imagine que uma loja tenha vendido R$ 50 mil em um determinado m\u00eas, tendo realizado R$ 30 mil em pagamentos no mesmo per\u00edodo. \u00c0 primeira vista, entendemos que houve R$ 20 mil de lucro, mas n\u00e3o foram consideradas as contas pendentes, nem as despesas que n\u00e3o influenciam no caixa, como por exemplo a deprecia\u00e7\u00e3o. Para a obten\u00e7\u00e3o do valor do lucro \u00e9 imprescind\u00edvel a observa\u00e7\u00e3o da DRE (demonstra\u00e7\u00e3o de resultados do exerc\u00edcio). J\u00e1 para a mensura\u00e7\u00e3o do caixa, deve-se observar a DFC (demonstra\u00e7\u00e3o de fluxo de caixa). Sem estes instrumentos, o empreendedor pode pegar o caixa e simplesmente colocar no bolso, prejudicando a empresa nos per\u00edodos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p><br> <strong>CONTAS PESSOAIS N\u00c3O PODEM SE MISTURAR COM AS DA EMPRESA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><br> <\/strong>Outro problema comum visto nas pequenas e m\u00e9dias empresas \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos para fins pessoais. H\u00e1 casos at\u00e9 de grandes empresas, geralmente familiares, em que recursos do caixa s\u00e3o usados para fins pessoais. N\u00e3o h\u00e1 nada de ilegal nisto, o problema \u00e9 a desorganiza\u00e7\u00e3o gerada pela pr\u00e1tica, al\u00e9m do d\u00e9ficit nas contas operacionais da firma.<\/p>\n\n\n\n<p> O dinheiro da empresa deve ser o dinheiro da empresa, as necessidades dos s\u00f3cios devem ser registradas como retiradas ou pagamento de dividendos. Se na lista de pagamentos h\u00e1 contas como alimenta\u00e7\u00e3o, dom\u00e9stica, mensalidade escolar e coisas do tipo, a empresa poder\u00e1 se tornar deficit\u00e1ria. Por isso \u00e9 importante que n\u00e3o se misturem as contas dos s\u00f3cios com as da firma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O CAPITAL DE GIRO N\u00c3O DEVE SE MISTURAR COM CAPITAL PARA INVESTIMENTOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><br> <\/strong>Um problema muito comum de ser encontrado em pequenas e m\u00e9dias empresas \u00e9 a descapitaliza\u00e7\u00e3o de curto prazo. Quando os neg\u00f3cios est\u00e3o em crescimento, muitos empres\u00e1rios se empolgam e realizam investimentos em expans\u00e3o. Estes investimentos s\u00e3o muito importantes para o crescimento da firma, mas n\u00e3o podem ser feitos com a utiliza\u00e7\u00e3o do capital de giro.<\/p>\n\n\n\n<p> Quando a empresa assume custos de reformas, novas m\u00e1quinas, investimento em tecnologia, etc. elas precisam estar certas de que o capital de giro n\u00e3o ser\u00e1 consumido. Como o nome j\u00e1 diz, o capital de giro precisa girar. O prazo de retorno deste capital ao caixa da empresa deve ocorrer no curto prazo, geralmente 30, 60 ou 90 dias. J\u00e1 o capital de investimentos levar\u00e1 um tempo maior para retornar. Ele far\u00e1 com que os lucros aumentem, mas isso s\u00f3 ocorrer\u00e1 a m\u00e9dio-longo prazo. At\u00e9 l\u00e1, a empresa precisa manter seu capital de giro preservado. Se a empresa se descapitalizar para bancar os investimentos, ela poder\u00e1 ficar insolvente e at\u00e9 chegar \u00e0 quebrar.<\/p>\n\n\n\n<p><br> <strong>ANTES DE CONCEDER PRAZOS, DEVE-SE AVALIAR A DISPONIBILIDADE DE CAPITAL DE GIRO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong> <\/strong>Pol\u00edticas de expans\u00e3o comercial podem ser promovidas atrav\u00e9s de descontos nos pre\u00e7os ou concess\u00e3o de cr\u00e9dito. Quando h\u00e1 press\u00f5es no mercado para se praticarmelhores pre\u00e7os e prazos, muitas empresas acabam cedendo antes de avaliar as circunst\u00e2ncias. Em geral, dar mais prazo parece ser menos prejudicial \u00e0 firma do que dar descontos, mas em muitos casos, observa-se o contr\u00e1rio. Imagine uma loja de roupas que trabalhe com uma margem bruta m\u00e9dia de 45%. Ela tem a op\u00e7\u00e3o de dar 10% de desconto \u00e0 vista ou parcelar a compra em 2 vezes. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando ocorre o parcelamento, o desconto do cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 de 3% e o dinheiro leva 45 dias [(30d+60d)\/2] para retornar ao caixa. Se o capital da empresa custa 5%a.m., o gasto com o prazo ser\u00e1 de 7,63% (capital) + 3% (taxa do cart\u00e3o), ou seja, 10,63%.<\/p>\n\n\n\n<p> No caso anterior, seria mais interessante conceder descontos para pagamento \u00e0 vista do que dar mais prazos aos clientes. Mas mesmo que o custo do prazo fosse menor, seria necess\u00e1rio pensar 2 vezes antes de conced\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p> Isto porque o esvaziamento do caixa pode deixar a empresa sem capacidade de honrar com seus compromissos. At\u00e9 que se fa\u00e7a uma boa reserva de capital, muitas vezes \u00e9 melhor sacrificar um pouco a lucratividade do que esvaziar o caixa e correr o risco de insolv\u00eancia. Por isso, a pol\u00edtica de prazos deve ser muito bem pensada por empres\u00e1rios de todos os ramos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sim, muitos empres\u00e1rios entendem que lucro e caixa s\u00e3o a mesma coisa. Contudo, tal entendimento n\u00e3o pode ser mais equivocado. O lucro \u00e9 o resultado econ\u00f4mico da gera\u00e7\u00e3o de riqueza da empresa em um per\u00edodo. J\u00e1 o caixa \u00e9 a quantidade de recursos financeiros extra\u00eddos da opera\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. 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